Cursos de Graduação Florianópolis, Santa Catarina
(48) 3028-1909
Florianópolis, Santa Catarina
(48) 3223-8004
Florianópolis, Santa Catarina
(48) 3226-0356
Florianópolis, Santa Catarina
(48) 3248-6466
Florianópolis, Santa Catarina
(48) 3224-0786
Florianópolis, Santa Catarina
(48) 3244-2322
Florianópolis, Santa Catarina
(48) 3241-0313
Florianópolis, Santa Catarina
(48) 3025-7859
Florianópolis, Santa Catarina
(48) 3222-5859
Florianópolis, Santa Catarina
(48) 3222-3331
Florianópolis, Santa Catarina
Cursos de Graduação
O objetivo deste texto é desenvolver uma reflexão a respeito de uma ação educativa popular, em uma das maiores favelas da América Latina, situada no Rio de Janeiro, baseada na premissa filosófica de Jacques Rancière, da igualdade das inteligências e da emancipação intelectual. Acredito que esta noção apresenta indícios de uma análise crítica, subversiva à lógica da ordem explicadora, difundida pela sociedade capitalista moderna, que pedagogizou-se sob o discurso de que, com isso, poderia levar luzes aos que viviam na obscuridade. Aproximando a proposta de Rancière das práticas curriculares de um movimento social de Educação Popular do qual sou participante-pesquisador, o Pré-vestibular Comunitário da Rocinha (PVCR), é possível perceber que a problemática da emancipação intelectual não só se faz presente nesse cotidiano, como também, se consubstancializa nas ações dos alunos, professores e coordenadores, que têm se questionado bastante a respeito dos métodos de ensino. Os métodos têm sido considerados como instrumentos dos quais os iluminados, sábios da ciência se servem para elevar os indivíduos ignorantes, levando-os ao encontro do saber superior; o saber científico. São uma tentativa de implantação de mecanismos que dêem conta de um ensino universal, que possa instruir uma grande quantidade de pessoas ao mesmo tempo, homogeneizando a forma de raciocinar e funcionando como antolhos que não permitem enxergar nem percorrer outros caminhos. O risco para aqueles que ousem subverter (e os sujeitos sempre o fazem) essa lógica é o de serem acusados de levianos ou até de profanadores dos cânones científicos. No PVCR, os atores sociais envolvidos no processo de ensino e aprendizagem encontram-se num constante conflito entre esses dois pólos. Fundamentado em bases contraditórias, porém complementares, esse movimento de educação popular ao mesmo tempo em que prepara os alunos, através de alguns treinamentos, para os exames do vestibular, almeja que estes, a partir da reflexão-ação, construam redes de intersubjetividades emancipatórias. Através de um eixo programático criado com a intenção de integrar temas políticos e sociais para problematizar a situação existencial do grupo (que vive em contextos cuja violência urbana se faz constantemente presente) e a sociedade em geral, pretendemos desenvolver uma escolarização diferenciada, para que, ao chegarem às universidades, os alunos estejam dispostos a entrar nos embates pela democratização do acesso ao... |


